Por mais que avance, a sociedade está longe de superar seus desafios. Isto tem causado grandes transtornos porque nas tentativas acabam por piorar as condições, uma vez que ainda a questão do ter é ainda mais forte que o ser. Por isso é importante a consciência de si próprio para ter uma visão abrangente do que significa o meio e suas condições, sobretudo o relacionamento entre as pessoas e a natureza. É necessário um conjunto de posturas que gerem uma grande harmonia e a compreensão de que juntos podemos fazer deste mundo um lugar decente para viver e perpetuar. A História tem mostrado que quando a ilusão e a ganância são carros chefes do desenvolvimento, há um custo social e ecológico muito grande. A vida passa para segundo plano, sendo o mais importante a estrutura do poder. O mundo vive uma grande e inerente falta de perspectiva e se as lideranças mundiais não redirecionar e redimensionar as estruturas de poder político e econômico podemos enfrentar um caminho bastante difícil e doloroso. Por isso, urgentemente a educação vital e ecológica é inerente às nossas condições básicas de vida.
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A exposição é uma tentativa pioneira de apresentar a difícil busca por uma solução. Ela não traz soluções políticas, mas faz um apelo às pessoas pelo diálogo. O mundo em que nós vivemos hoje precisa de muita boa vontade e amor. A pobreza e a riqueza extremas existem lado a lado com uma grande disparidade. A hostilidade e a desconfiança crescem do outro lado das cercas que as pessoas constróem. Faríamos bem em aprender a apoiar ao invés de enfraquecer um ao outro e aprender a entender as diferenças entre nós e estimar e valorizar essas diferenças. Nos dias de hoje, é muito importante que uma voz lúcida clame por um diálogo lógico e sábio, e ao mesmo tempo rejeite todas as formas de violência.
A mensagem de tolerância e compreensão precisa ser ouvida em cada canto do mundo e em todos os locais possíveis. Especialmente em épocas de sofrimento e fúria, todos nós precisamos ser o coração e a voz daqueles urgindo por diálogo e um retorno à discussão. As pessoas constroem muros para se proteger. Porém, mais do que isso, algumas vezes precisamos nos proteger de nós mesmos. Estamos ainda mais preocupados com os muros que as pessoas constroem em seus corações, muros que são construídos nos corações das crianças, muros mentais que são construídos em momentos de medo e provocação; serão necessários muitos anos de educação e muito esforço para destruir esses muros.
Nós nos perguntamos como chegamos nesse terrível ponto - tanto aqueles que estão vivendo os conflitos quanto aqueles que assistem de fora e não entendem. O que acontece hoje em todo o mundo é um ciclo que não pode ser quebrado sem líderes corajosos e motivados que precisam resolver os problemas com generosidade, compreensão mútua e não-violência.
O que precisamos hoje em muitos lugares no mundo é mais consideração, carinho, humildade e amor. Não podemos continuar a educar as gerações futuras com base na diferença. Não podemos permitir que mal-entendidos triunfem sobre a percepção e compaixão dentro de nós. Temos que ter esperança e agir, cada um de nós e todos nós juntos. Se cada um, à sua maneira, pensasse sobre como pode contribuir, mesmo que de forma pequena, mas significativa, para a mensagem de que todas as pessoas são iguais e responsáveis pelas outras, haverá uma manhã em que acordaremos em um mundo melhor.
Queremos acreditar que esta exposição será catalisadora do pensamento positivo, que irá contribuir com energia positiva para as pessoas que serão estimuladas a agir com moderação, compreensão e consideração em relação ao outro. Tenhamos esperança de que nossa modesta contribuição a esse esforço fará diferença. Os promotores desta exposição são artistas que se juntaram de todas as partes do mundo para expressar seus sentimentos e seu desejo de influenciar através de sua arte. Esta exposição que está caminhando de cidade para cidade em todo o mundo está tentando melhorar as relações entre as pessoas.
Temos esperança de que a arte fará sua contribuição para a preservação de nossa sociedade e para a melhoria das relações humanas em todo o mundo. Nós nunca sabemos ao certo o quanto a arte contribui para a opinião pública e como influencia os pensamentos individuais. Esta exposição pretende enfatizar de forma criativa a arte de coexistir. Aqui nós vemos a arte como uma linguagem sem fronteiras. É, portanto, universal e fala para todas as idades, religiões e nacionalidades.
Fonte:http://www.coexistencia.org.br/coexistencia/visualizar.asp?id=331
E assim quero ser sempre seu amigo, como um porto seguro, ombro maduro onde pode chorar a vontade de ser feliz.
esta homengem é a você e a todos os amigos.
Há muito se diz que, quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro precioso. Há muito se diz que amizade verdadeira dura pra sempre. Não tem aquelas tempestades da paixão e nem a calmaria exagerada do descompromisso. É o meio termo. É a bonita sensação do estar perto e, de repente, deixar o silêncio chegar. Não exige tanto. Exige tudo.
As amizades nascem do acaso. Ou de alguma força que faz com que uma simples brincadeira, uma informação, um caderno emprestado, uma dor seja capaz de unir duas pessoas. E a cumplicidade vai ganhando corpo, e o desejo de estar junto vai aumentando, e, com ele, a sensação sempre boa do poder partilhar, de se doar.
Há muito se diz que os amigos verdadeiros são aqueles que se fazem presentes nos momentos mais difíceis da vida, naqueles momentos em que a dor parece querer superar o desejo de viver.
De fato, os amigos são necessários nesses momentos. Mas, talvez, a amizade maior seja aquela em que o amigo seja capaz de estar ao lado do outro nos momentos de glória, e vibrar com essa glória. Não ter inveja. Não querer destruir o troféu conquistado. Aplaudir e se fazer presente. Ser presente.
A amizade não obedece à ordem da proporcionalidade do merecimento. Não há sentido em querer de volta tudo o que com generosidade se distribuiu. A cobrança esmaga o espontâneo da amizade. E a surpresa alimenta o desejo de estar junto.
O amigo gosta de surpreender o outro com pequenos gestos. Coisas aqui e ali que roubam um sorriso, um abraço, um suspiro. E tudo puro, e tudo lindo.
Há muito se diz que não é possível viver sozinho. A jornada é penosa e, sem amparo, é difícil caminhar.
Juntos, os pássaros voam com mais tranquilidade. Juntas, as gaivotas revezam a liderança para que nem uma delas se canse demais.
Juntos, é possível aos golfinhos comentarem a beleza de um oceano infinito. Juntos, mulheres e homens partilham momentos inesquecíveis de uma natureza que não se cansa de surpreender.
Eu te peço, Senhor, nessa singela oração, que me dês a graça de ser fiel aos meus amigos. São poucos. E impossível seria que fossem muitos. São poucos, mas são preciosos. Eu te peço, Senhor, que me afastes do mal da inveja que traz consigo outros desvios. A fofoca. A terrível fofoca que humilha, que maltrata, que faz sofrer.
Eu te peço, Senhor, que o sucesso do outro me impulsione a construir o meu caminho, e que jamais eu tenha ânsia de querer atrapalhar a subida de meu amigo. Eu te peço, Senhor, a graça de ser leal. Que eu saiba ouvir sempre e saiba quando é necessário falar.
Senhor, sei que a regra de ouro da amizade consiste em não fazer ao amigo aquilo que eu não gostaria que ele me fizesse. E te peço que eu seja fiel a essa intenção. E sei que essa regra fará com que o que se diz há tanto tempo se realize na minha vida. Que eu tenha poucos amigos, mas amigos que permaneçam para sempre.
Não poderia ter muitos. Não teria tempo para cuidar de todos. E de amigo agente cuida. Amigo a gente acolhe, a gente ama.
Senhor, protege os meus amigos. Que, nessa linda jornada, consigamos conviver em harmonia. Que, nesse lindo espetáculo, possamos subir juntos ao palco. Sem protagonista.
Ou melhor, que todos sejam protagonistas, e que todos percebam a importância de estar ali. No palco. Na vida.
Obrigado, Senhor, pelo dom de viver e de conviver. Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir e de manifestar o meu sentimento. Obrigado, Senhor, pela capacidade de amar, que é abundante e é sem-fim.
Elizabeth, obrigado por conhecer você
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